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| OLINDA EM DADOS |
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A IGREJA DA SÉ
Dia chuvoso e um passeio despretensioso
pela cidade... Começa assim, a mais nova coluna do site Olinda Virtual.
O Diário Virtual, que vai mostrar lugares, pessoas, acontecimentos ou
pequenos relatos do dia a dia de quem faz Olinda acontecer. E nessa
primeira edição, a chegada do inverno nordestino inspira uma visita a
Igreja mais famosa da cidade, a da Sé.
Logo na entrada o
sino que
era parte da segunda torre da igreja, e que após a sua lendária queda,
matou um sacristão está em exposição para quem quiser conferir. O
incrível é imaginar que o sino, que tem mais de um palmo de largura na
sua base, possa ter um dia estado tão alto e nos faz pensar na
dificuldades desses tempos sem a utilização das tecnologias que temos
hoje.

Mais adiante, um lindo mural de azulejos
portugueses que compõem o acervo da basílica conhecida como São Salvador
- por estar estrategicamente voltada para o mar. Triste é vermos o poder
do tempo e a falta de manutenção, já que é notável a falta de várias
peças nos tons azuis e branco que formam o painel.
Diferentemente estão
os dois altares laterais, reservado por cordas que
limitam o acesso dos visitantes e garantem a preservação dessa obra
recoberta de ouro e imagens sacras. Finalmente a descoberta de um
tesouro, através de uma porta lateral é possível desfrutar da mais
linda imagem da cidade, um mirante natural com o Recife
ao fundo, os casarios da parte antiga da cidade e a contemplação do mar
que banha a região.

Uma curiosidade, no beiral da
igreja observamos três camadas de telhas, essa é uma das características
da arquitetura colonial em Pernambuco, onde essas camadas
representava as posses dos donos de uma residência ou estabelecimento.
Histórias longínquas da cidade mauricia que contrastam com a atualidade.

De repente, passando por uma avenida movimentada, no meio da tarde,
avistamos uma calçada repleta de plantas e flores. Lá
dentro Mônica Nascimento, uma comerciante simpática que há 15 anos abriu
a primeira sementeira de Olinda, que e nos faz sentir num verdadeiro
oásis em plena cidade. "Escolhi Olinda porque queria florir a cidade,
chego as oito da manhã e só fecho no final do dia, muitas das casas por
aí tem plantas minhas e me sinto feliz por isso." , diz Mônica.

E com a
chegada da chuva , até mesmo plantas como a hortência - típicas de
climas frios - conseguem se adaptar ao nosso clima e assim alegrar mais
a nossa cidade. "Vivo disso, gosto de Olinda e queria que as ruas, as
casas, as praças e tudo quanto é lugar pudesse ter mais flores e
plantas.". Fica aí a dica : que tal cuidar das plantas que você tem aí
tão próximo ou passar a cultivá-las ? A natureza agradece ! um
abraço, Silvana Marpoara
16/05/03
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